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PIB AGRO MINAS GERAIS


O PIB do Agronegócio de Minas Gerais Cepea/Faemg/Seapa é calculado pelo Cepea, com apoio financeiro da Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg) e da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa-MG). Este é o primeiro estado a ter seu PIB do Agronegócio calculado pelo Cepea mensalmente.

2016: Junho |

2015: Jan_Dez |

Comentários sobre relatório de junho/16:

O agronegócio mineiro apresentou alta de 0,97% em junho. O resultado positivo atrelou-se principalmente ao ramo agrícola, que cresceu 1,69%. Neste mês, o ramo pecuário também apresentou resultado positivo (0,2%), revertendo-se a tendência de baixa verificada nos meses anteriores. No acumulado, porém, o ramo pecuário permanece em baixa (-0,81%), enquanto o agrícola apresenta expressivo crescimento (10,32%). A participação estimada no PIB do agronegócio nacional ficou em 13,87%, com elevação de participação em todos os segmentos – ressalta-se, no entanto, que esses valores passam por revisão a cada relatório, devido à atualização das estimativas utilizadas, tanto no País quanto no estado de Minas Gerais.
No segmento primário da agricultura, ao final deste primeiro semestre, ainda se destaca o crescimento projetado para a produção de café (24%) e soja (33,85%) com relação ao ano anterior. Também vale ressaltar a grande elevação nas cotações de produtos como mandioca, milho, feijão, laranja, batata e algodão. No segmento primário do ramo pecuário, bois, vacas e suínos seguem com baixa acumulada de preços, apesar de o mercado ter apresentado sinais de recuperação da demanda interna, principalmente por cortes e proteínas mais baratas. Já a avicultura de corte e postura vem registrando elevação, mas a pressão dos custos tem sido forte sobre as atividades, em decorrência, principalmente, da elevada cotação do milho. Com relação ao leite, a captação segue baixa, o que se reflete em elevação de preços, tanto do leite quanto dos derivados.
No segmento industrial, o setor sucroenergético segue em destaque, principalmente motivado pela alta nas cotações do açúcar, acumulada até junho/16, reflexo do preço internacional do produto. Com isso, muitas usinas têm permanecido mais açucareiras nesta temporada. Outras indústrias também voltadas ao mercado exportador, como celulose e papel, seguem se beneficiado do patamar elevado do dólar com relação ao Real, apesar do recuo da moeda verificado nos últimos meses. Cabe destacar também o bom desempenho da indústria do fumo.
Com relação ao ambiente macroeconômico, o cenário segue desfavorável. O mercado prevê queda de 3,20% no PIB Brasileiro, conforme levantamento do último relatório Focus do Banco Central . Tal perspectiva contracionista contrasta com o resultado positivo observado no agronegócio, no qual atividades que tem sua rentabilidade baseada nas vendas para o mercado externo tem se beneficiado do alto patamar do dólar. Ao consumidor final, no entanto, a alta nas cotações de produtos agropecuários tem se refletido em inflação. Mesmo com o PIB com queda e com a demanda do consumidor contraída, os preços gerais da economia seguem em alta. O IPCA, medida oficial da inflação no País, acumulou alta de 4,42% de janeiro a junho deste ano, sendo que o grupo de produtos relacionados a alimentos e bebidas apresentou alta de 0,71% em junho, responsável por 0,18 ponto percentual do IPCA de junho, a maior contribuição entre os grupos avaliados, destacando-se altas em importantes produtos da cesta básica do brasileiro, como feijão e leite.

Cepea



  • As taxas mensais podem ser alteradas devido aos ajustes de volume feitos pelo IBGE (uma das fontes de dados para o cálculo deste PIB) em até três meses subsequentes.
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