Estão disponíveis as agromensais de março/2021

Cepea, 06/04/2021 - Neste mês, confira:

 

AÇÚCAR: O Indicador do Açúcar Cristal CEPEA/ESALQ (estado de São Paulo) recuou 4,68% em março, fechando a R$ 104,15/saca de 50 kg no dia 31. A média mensal foi de R$ 107,58/saca de 50 kg, 0,11% inferior à de fevereiro (R$ 107,70/saca de 50 kg) e 37,13% acima da média de março/20 (R$ 78,45/saca de 50 kg), em termos nominais. Leia mais.

 

ALGODÃO: O mercado de algodão em pluma registrou dois momentos distintos em março. Nos primeiros dias do mês, os valores internos subiram, movimento que já vinha sendo observado em janeiro e em fevereiro, tendo como impulso a demanda aquecida, a posição firme de vendedores e a baixa oferta de pluma no spot nacional. Diante disso, o Indicador CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, chegou a atingir R$ 5,2251/lp no dia 4 de março, recorde nominal diário da série histórica do Cepea, iniciada em 1996. Leia mais.

 

ARROZ: Em março, houve poucas variações nos preços do arroz em casca, e cada microrregião do Rio Grande do Sul apresentou características singulares de oferta e demanda, com diferentes interesses dentre os agentes, e o ritmo de negócios foi lento. Isso é resultado da proximidade da intensificação da colheita 2020/21, quando os valores regionais começam a se ajustar em relação ao Indicador ESALQ/SENAR-RS, 58% grãos inteiros (média ponderada e pagamento à vista), que subiu apenas 0,08% no correr de março, encerrando a R$ 86,99/sc de 50 kg no dia 31. Leia mais.

 

BOI: Os preços do bezerro seguiram em forte movimento de alta no mercado brasileiro ao longo de março, renovando os recordes reais da série histórica do Cepea para esse produto. No final do mês, esses animais de reposição (nelore, de 8 a 12 meses) passaram a ser negociados acima de R$ 3 mil por cabeça em muitas regiões acompanhadas pelo Cepea. Leia mais.

 

CAFÉ: O mês de março foi marcado por forte oscilação dos preços do café arábica. Após atingirem novos recordes nominais no fim de fevereiro, as cotações foram pressionadas pela forte queda dos futuros da variedade, que, por sua vez, esteve atrelada a fatores técnicos, ao câmbio e a preocupações com o aumento das restrições para contenção da covid-19 ao redor do globo. Entretanto, ao longo do mês, os preços externos voltaram a avançar, impulsionados, principalmente, por previsões de menor oferta em 2021, devido à quebra da safra brasileira e aos possíveis efeitos do clima sobre as produções da América Central e do Vietnã. Além disso, a alta do dólar na maior parte de março também sustentou as cotações. Leia mais.

 

ETANOL: Mesmo com os aumentos sucessivos nos últimos meses, os preços médios dos etanóis hidratado e do anidro na safra 2020/21 ficaram abaixo dos registrados na temporada anterior, em termos reais. Levantamento do Cepea mostra que as médias da safra recuaram em função dos baixos preços praticados nos primeiros dois meses da temporada (abril e maio de 2020). Vale lembrar que, naquele período, algumas usinas tiveram necessidade de venda do biocombustível, enquanto a demanda pelo etanol esteve bem baixa, diante do início do período de restrições de locomoção, devido à pandemia de covid-19.  Leia mais.

 

FRANGO: Apesar da diminuição das vendas de carne de frango nas últimas semanas de março em algumas regiões do País – devido, especialmente, às restrições de circulação de pessoas e ao fechamento do comércio por conta do avanço da covid-19 –, a oferta enxuta em determinadas praças garantiu alta nos preços na média do mês. Leia mais.

 

MILHO: Mesmo com o bom andamento da colheita da safra de verão, o mês de março foi marcado por seguidas renovações dos preços recordes do milho em muitas regiões acompanhadas pelo Cepea. O impulso veio da disponibilidade restrita do cereal no spot e de incertezas quanto à produtividade das lavouras de segunda safra. Mais no final do mês, as altas nos preços internacionais mantiveram elevada a paridade de exportação, o que também sustentou os valores no Brasil. Leia mais.

 

OVINOS: Em março, o mercado de ovinos foi marcado por baixos volumes de negociação tanto para os animais vivos quanto para a carne ovina. Esse cenário se deu diante da perda de poder de compra do consumidor, tendo em vista o atual cenário econômico negativo no Brasil, os altos níveis de desemprego e a consequente redução de renda, tudo isso em consequência da pandemia de covid-19. Leia mais.

 

SOJA: As valorizações externa e cambial impulsionaram os preços da soja no mercado brasileiro em março, mesmo com a proximidade de finalização da colheita no Centro-Oeste do País. Além disso, como mais da metade da safra 2020/21 já foi comercializada, produtores estiveram reticentes em negociar grandes lotes no spot; até porque também houve dificuldade na obtenção de cotas para embarcar soja no spot – agentes consultados pelo Cepea indicam que devem conseguir escoar o grão apenas a partir de maio. Leia mais.

 

TRIGO: As negociações envolvendo trigo continuaram lentas no País em março. Vendedores consultados pelo Cepea mostraram maior interesse em negociar o cereal em estoque, tendo em vista que precisavam disponibilizar espaço nos armazéns para recebimento da oferta da safra de verão. Já do lado da demanda, moinhos sinalizam estar abastecidos e alegaram baixa procura por derivados. Apesar desse cenário, as cotações estiveram firmes no mês. Leia mais.

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