Estão disponíveis as agromensais de setembro/2021

Cepea, 06/10/2021 - Neste mês, confira:
 
AÇÚCAR: Em setembro/21, a média do Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar cristal, mercado paulista, subiu 11,09% em relação à de agosto/21, indo para R$ 141,73/saca de 50 kg. Durante o mês, os preços médios do cristal renovaram os patamares recordes nominais da série histórica do Cepea, atingindo a máxima no dia 23, quando o Indicador fechou a R$ 145,46/saca de 50 kg. O suporte aos preços no correr da atual safra 2021/22 continua sendo atribuído à baixa oferta de açúcar cristal para as negociações no mercado spot. A quebra na produção, devido ao clima seco e a geadas que prejudicaram as lavouras de cana-de-açúcar no estado de São Paulo, comprometeu a maior parte do açúcar direcionado aos contratos pré-fixados aos mercados interno e externo. Leia mais.
 
ALGODÃO: Mesmo diante do crescimento da oferta de algodão no mercado interno, as negociações envolvendo a pluma estiveram lentas ao longo de setembro, especialmente devido à disparidade entre os valores de vendedores e de compradores. Leia mais.
 
ARROZ: Após terem apresentado certa reação em agosto, os preços do arroz em casca voltaram a cair ao longo de setembro. A pressão veio especialmente da fraca demanda, que manteve baixa a liquidez no mercado à vista do Rio Grande do Sul. No acumulado do mês, o Indicador ESALQ/SENAR-RS do arroz 58% grãos inteiros (Rio Grande do Sul) recuou 2,4%, fechando a R$ 74,58/saca de 50 kg no dia 30. A média de setembro foi de R$ 74,98/sc de 50 kg, 42,1% inferior à de setembro/21, em termos reais (valores foram deflacionados pelo IGP-DI). Leia mais.
 
BOI: O movimento de queda nos preços da arroba do boi gordo, que começou a ser observado no início de setembro, foi reforçado na segunda quinzena do mês. Nas primeiras semanas de setembro, notícias indicando dois casos atípicos de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), ou “mal da vaca louca”, afastaram compradores do mercado interno, resultando em recuos nos preços da arroba do boi gordo. No encerramento do mês, a retração compradora se somou ao fraco ritmo de vendas de carne no mercado atacadista da Grande São Paulo. A continuidade da suspensão dos envios de proteína à China, principal destino internacional da carne brasileira, também limitou a demanda por novos lotes de animais para abate. Leia mais.
 
CAFÉ: Os preços externos e, consequentemente, domésticos do café arábica tiveram expressiva alta em setembro, especialmente durante a segunda quinzena do mês. O impulso veio de preocupações relacionadas à oferta global. A menor safra no Brasil em 2021/22 e os impactos da geada e do clima seco sobre a produção em 2022/23 vêm deixando em alerta agentes quanto ao balanço entre oferta e demanda em 2021 e em 2022. Leia mais.
 
ETANOL: Em setembro, o volume de etanol hidratado negociado pelas usinas de São Paulo cresceu 41% na comparação com o mês anterior, segundo levantamento do Cepea. Na parcial desta safra 2021/22 (de abril a setembro/21), contudo, a quantidade comercializada no spot paulista ainda está 18% abaixo da do mesmo período de 2020/21. Leia mais.
 
FRANGO: Mesmo com os recuos nos preços nos últimos dias de setembro, os altos patamares de negociação da carne de frango nas primeiras semanas do mês garantiram que as médias atingissem recordes reais da série histórica do Cepea, iniciada em 2004, em todas as regiões acompanhadas (os valores foram deflacionados pelo IPCA de agosto/21). Leia mais.
 
MILHO: Os preços do milho recuaram na maior parte de setembro, esboçando reação apenas no final do mês. Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão sobre os valores veio da retração de compradores, do avanço da colheita da segunda safra, da redução das exportações e da semeadura da temporada de verão 2021/22. Leia mais.
 
OVINOS: As cotações do cordeiro vivo e da carcaça ovina subiram em setembro na maioria das praças acompanhadas pelo Cepea. O movimento de alta esteve atrelado à menor disponibilidade de animais no campo, visto que setembro ainda é um período de entressafra da produção de carne de cordeiro. Leia mais.
 
SOJA: A valorização do dólar frente ao Real e as irregularidades climáticas nas principais áreas de cultivo de soja no Brasil impulsionaram as cotações domésticas do grão ao longo de setembro. Além disso, diante da maior demanda da China pela soja do Brasil, o País embarcou volume recorde de oleaginosa para um mês de setembro. Esse cenário elevou os prêmios de exportação de soja no Brasil, os quais registraram os maiores patamares nominais desde 2018, quando comparado este mesmo período de anos anteriores. Leia mais.
 
TRIGO: A colheita da nova safra de trigo no Brasil se iniciou em setembro, com certo otimismo entre agentes de mercado. As expectativas são de produtividades recordes em dois dos principais estados produtores, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. No Paraná, o rendimento, embora não atinja recorde, também deve crescer frente ao de 2020. Leia mais.

 

 

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