HF BRASIL/CEPEA: Em busca de praticidade, consumidor eleva demanda por HFs industrializados na pandemia

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Cepea, 12/08/2021 – Na edição deste mês da revista Hortifruti Brasil, publicação do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, a equipe traz uma matéria de capa sobre o comportamento do consumo de HFs industrializados no varejo (com destaque para sucos 100% fruta, vegetais congelados e atomatados) nos últimos anos, durante a pandemia e também as tendências para até 2025.

 

A Equipe do Cepea destaca que o consumo de produtos industrializados à base de frutas e hortaliças tem crescido substancialmente nos últimos 10 anos. E, mais recentemente, a pandemia de covid-19 trouxe muitas mudanças nos hábitos de consumo do brasileiro, sendo uma delas a maior permanência das famílias no domicílio. Assim, mais pessoas passaram a fazer suas refeições em casa, aumentando os gastos com alimentação nos supermercados em detrimento de idas aos restaurantes, recorrendo mais vezes aos alimentos industrializados.

 

Entre 2019 e 2020, as vendas de perecíveis industrializados registraram incremento nominal de 19,6% e as de in natura, 23,8%, segundo dados publicados na revista Super Varejo, de julho de 2021. Ainda que o avanço nas vendas dos perecíveis in natura tenha sido mais expressivo, os industrializados tiveram um importante papel neste período pandêmico: permitiram que consumidor estocasse produtos, diminuindo a necessidade de idas ao supermercado. Por muito tempo, consumidores associaram esse tipo de produto com comidas não saudáveis, já que estes passam por processos que, na maioria das vezes, os deixa com características diferentes das do produto in natura. Porém, verifica-se cada vez mais uma busca por alimentos que consigam agregar praticidade com saudabilidade, como são os casos dos sucos 100% frutas, os vegetais congelados e os HFs minimamente processados.

 

E tudo indica que o consumidor deve seguir buscando mais alimentos práticos e com ingredientes naturais. Pesquisa realizada pela Nielsen revela que 38% dos brasileiros têm interesse por bebidas com ingredientes naturais. As opções de compra realizadas no momento atual (como enlatados, engarrafados e congelados) podem se tornar hábitos de consumo a longo prazo, ainda segundo a Nielsen. E a Euromonitor projeta que, até 2025, as vendas no comércio do segmento premium (sucos 100% frutas) aumentem em ritmo significativo. Neste sentido, os vegetais processados são uma oportunidade de negócio ao produtor.

 

Você também encontra nesta edição:

 

ALFACE – Geada afeta quase metade da produção paulista em julho

BANANA – Geadas no Sul e no Sudeste prejudicam qualidade e limitam oferta

BATATA – Com geadas, preços sobem no final de julho

CEBOLA – Maior área e clima favorável elevam oferta nacional, pressionando as cotações

CENOURA – Com o fim da safra de verão, preço tem alta expressiva em julho

CITROS – Oferta restrita e moagem impulsionam preços da pera em julho

MAÇÃ – Com menor poder de compra, consumidor prefere frutas miúdas

MAMÃO – Formosa se valoriza mesmo com demanda enfraquecida

MANGA – Manga se valoriza, mas margens ainda são restritas

MELANCIA – Apesar da demanda limitada pelo frio, preços sobem um pouco

MELÃO – Baixa demanda pressiona cotações no Vale

TOMATE – Com o frio e a desaceleração da safra de inverno, preços sobem

UVA – Branca sem sementes se valoriza; para a negra, preço cai

 

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ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre o mercado de hortifrúti aqui e por meio da Comunicação do Cepea, com a pesquisadora Margarete Boteon: cepea@usp.br.

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